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Código Académico da Faculdade de Ciências Médicas

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Este documento corresponde à versão integral do Código Académico da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Neste código constam as diversas conjunturas regulamentares que determinam o bem trajar, a Praxe e outras situação de cariz académico, relativas à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.
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Indice
ARTIGO 0 - PREAMBULO ............................................................................................................ 4

ARTIGO 1 - A MEDICINA, A FACULDADE DE CIENCIAS MEDICAS E O GREMIO ACADEMICO ........... 5
Seccao 1: A Medicina ................................................................................................................................ 5
Seccao 2: A Faculdade de Ciencias Medicas............................................................................................. 5
Seccao 3: Os Simbolos da Medicina ......................................................................................................... 5
Seccao 4: Os Simbolos Academicos .......................................................................................................... 5
Seccao 5: O Gremio Academico .................................................................................................. 6
ARTIGO 2- A ESTRUTURA ACADEMICA ........................................................................................ 8
Seccao 1: Hierarquia Academica .............................................................................................................. 8
Seccao 2: Objectores de Praxe ................................................................................................................. 9
Seccao 3: Os Padrinhos e as Madrinhas ................................................................................................. 10
ARTIGO 3- A PRAXE ACADEMICA .............................................................................................. 12
Seccao 1: O que e a Praxe Academica .................................................................................................... 12
Seccao 2: Quem pode praxar ................................................................................................................. 12
Seccao 3: Quem pode ser praxado ......................................................................................................... 13
Seccao 4: Locais da Praxe ....................................................................................................................... 13
Seccao 5: Duracao da Praxe Academica ................................................................................................. 14
Seccao 6: O Juramento dos Padrinhos e o Jantar dos Padrinhos ........................................................... 14
Seccao 7: As Quintas-Feiras Negras ....................................................................................................... 14
Seccao 8: O Tribunal de Praxe ................................................................................................................ 15
Seccao 9: Da condicao de Dux-Duxorum................................................................................................ 16
ARTIGO 4 - O TRAJE ACADEMICO E AS INSIGNIAS PESSOAIS ...................................................... 18
Seccao 1: Importancia do Traje Academico ........................................................................................... 18
Seccao 2: Quem pode usar Traje Academico ......................................................................................... 18
Seccao 3: Composicao do Traje Academico ........................................................................................... 18
Seccao 4: O uso da Capa ......................................................................................................................... 21
Seccao 5: Onde e quando usar o Traje Academico ................................................................................ 22
Seccao 6: As Insignias Pessoais ............................................................................................................... 23
Seccao 7: Tracar a Capa pela primeira vez ............................................................................................. 25
ARTIGO 5 - OUTRAS ACTIVIDADES ACADEMICAS....................................................................... 27
Seccao 1: Cerimonia de Entrega de Diplomas e Certificados ................................................................. 27
Seccao 2: Missa de Bencao dos Finalistas .............................................................................................. 27
Seccao 3: A Queima das Fitas ................................................................................................................. 27
Seccao 4: Os Dias Academicos................................................................................................................ 28
2

Seccao 5: A Serenata Academica de Lisboa ........................................................................................... 29
Seccao 6: O Aniversario do Gremio Academico ..................................................................................... 29
ARTIGO 6 - GRUPOS DE ESTUDANTES E OUTROS ....................................................................... 31
Seccao 1: Associacao de Antigos Alunos da Faculdade de Ciencias Medicas ........................................ 31
Seccao 2: Tunas e outros grupos musicais ............................................................................................. 31
Seccao 3: As Republicas .......................................................................................................................... 31
ARTIGO 7 - O LUTO ACADEMICO ............................................................................................... 33
Seccao 1: Luto Academico ...................................................................................................................... 33
Seccao 2: Anuncio do Luto Academico................................................................................................... 33
Seccao 3: Duracao do Luto ..................................................................................................................... 33
Seccao 4: Composicao do Traje Academico durante o Luto Academico ............................................... 33
ARTIGO 8 - DISPOSICOES FINAIS ............................................................................................... 34
Seccao 1: Situacoes nao previstas neste codigo .................................................................................... 34
Seccao 2: Vinculacao .............................................................................................................................. 34
Seccao 3: Alteracoes ao presente codigo e aos estatutos do Gremio Academico ................................ 34
ANEXOS ................................................................................................................................... 35
Esquema de dobragens, rasgoes e colocacao de Emblemas ................................................................. 35
Anexo de Significados e Simbologias ........................................................................................ 36
Parte I - Dicionario de Significados ........................................................................................................ 36
Conselhos de Esculapio ............................................................................................................ 39
Juramento de Hipocrates - Declaracao de Genebra ................................................................... 41
No Dia Da Despedida ................................................................................................................ 43
Fado do Estudante ................................................................................................................... 44



3

ARTIGO 0 - PREAMBULO
Reza a historia que no longinquo ano de 1982 d.C., com o objectivo de
implantar, nos meios estudantis da cidade de Lisboa, as tradicoes academicas, foi
criada a Semana do Caloiro e a Praxe Academica da Faculdade de Ciencias Medicas.
Ano apos ano, geracoes de estudantes transmitiram oralmente aos mais novos
as tradicoes que os seus colegas mais velhos lhes haviam legado. Ano apos ano, com
maiores ou menores dificuldades, as actividades inseridas na tradicao academica
tem-se realizado com o objectivo de iniciar os novos colegas na vida universitaria e
na sagrada arte da Medicina.
Tendo em consideracao o passado e no horizonte o futuro, este codigo visa
regular as tradicoes da vida academica da Faculdade de Ciencias Medicas.


4

ARTIGO 1 - A MEDICINA, A FACULDADE DE CIENCIAS
MEDICAS E O GREMIO ACADEMICO
Seccao 1: A Medicina
Sagrada arte de curar os doentes, proteger os saos, diminuir o sofrimento
humano, auxiliar no inicio de cada nova vida ou garantir a dignidade nos ultimos
momentos que antecedem a morte, a Medicina sera para cada um, que a toma por
sua arte e oficio, uma forma de estar na vida, um sacerdocio.
Seccao 2: A Faculdade de Ciencias Medicas
Nobre Instituicao onde somos iniciados na sagrada arte da Medicina. Nobre
templo construido no cimo do Campo de Santana onde geracoes e geracoes de
medicos se formaram, a imagem do Parthenon que coroa a sagrada colina da
Acropole ateniense. Templo de saber que tem por deuses homens, homens simples,
cujo contributo foi imprescindivel para a nossa formacao, a todos eles devemos o
nosso maior respeito e admiracao.
Seccao 3: Os Simbolos da Medicina
Sagrada arte que venera Esculapio, filha de Hipocrates e que se reve na/o:
Serpente - simbolo das forcas ocultas, da vida e da prudencia;
Bastao - simbolo do comando;
Taca - simbolo dos medicamentos;
Galo - simbolo da vigilancia.
Estranha escolha, mas ao mesmo tempo tao sensata.
Seccao 4: Os Simbolos Academicos
A Faculdade de Ciencias Medicas escolheu para seus os seguintes simbolos:
5

Hino: "O Fado do Estudante";
Cores: o amarelo, cor da Medicina, e o verde, cor da Universidade Nova de
Lisboa. Serao estas as cores usadas nas Fitas dos estudantes e no seu Estandarte.
Para alem destes havera ainda as seguintes insignias da Praxe Academica:
Femur: que sera designado por "O Santo Femur" e que representa o comando;
Caveira: que representa o espirito humano e a sapiencia;
Codigo Academico: que simboliza a Academia e a sua unidade.
Por razoes historicas, e ainda simbolo da Praxe a colher de pau. Os membros do
Gremio Academico poderao usar uma que devera ter cerca de 10 cm, com duas fitas
de cetim atadas (uma amarela, cor da Medicina, e outra verde, cor da Universidade
Nova de Lisboa) com cerca de 20 cm de comprimento e menos de 1 cm de largura.
Esta podera ser usada na lapela ou na capa, devera ter a inscricao "Gremio
Academico" e servira para identificar os elementos deste, sendo apenas atribuida
nos moldes definidos nos estatutos do Gremio.
Seccao 5: O Gremio Academico
Para evitar que este codigo caia no esquecimento e que as tradicoes entrem em
decadencia foi constituido o Gremio Academico, na longinqua data de 25 de
Novembro de 1998, em Reuniao Geral de Alunos da Associacao de Estudantes da
Faculdade de Ciencias Medicas.
Este consiste num orgao independente, de estatuto superior na hierarquia do
estudante, com estatutos proprios (que sao independentes deste codigo) e cujas
funcoes serao:
a. Organizar as actividades inseridas na recepcao aos novos alunos;
b. Velar pelo cumprimento do disposto no Codigo Academico;
c. Evitar atitudes exacerbadas pelos praxantes;
6

d. Propor alteracoes ao Codigo Academico;
e. Manter registos das actividades de recepcao aos novos alunos,
nomeadamente das alcunhas atribuidas no baptismo, dos actos do Tribunal e outros
elementos que se considerem importantes, construindo assim um espolio historico
que constituira a memoria desta Academia.
Os membros do Gremio sao alunos voluntarios, que se mostrem interessados
em participar na organizacao da Praxe Academica, e, como tal, sejam admitidos nos
moldes estabelecidos pelos estatutos do Gremio Academico.
O Gremio Academico e constituido pelos seguintes orgaos:
Conselho-Mor: que tera uma funcao principalmente administrativa e
coordenadora da praxe;
Conselho Disciplinar - e o orgao responsavel pela atribuicao e/ ou execucao de
punicao / sancao no caso de incumprimento do Codigo Academico da Faculdade de
Ciencias Medicas por parte de um elemento constituinte da Praxe de Santana.
Assembleia Geral de Membros: e o orgao deliberativo maximo do GAFCML e e
constituida por todos os seus membros.
Mesa da Assembleia Membros: a quem cabera dirigir as assembleias de
membros do Gremio.
Caso assim o entenda, o Gremio Academico podera criar nucleos para melhorar
a sua organizacao, bem como incentivar ao convivio e camaradagem entre os
elementos do Gremio.
A forma de escolha dos elementos para os orgaos assim como a criacao de
eventuais nucleos e estabelecida pelos estatutos do Gremio Academico.


7

ARTIGO 2- A ESTRUTURA ACADEMICA
Seccao 1: Hierarquia Academica
A nobre e torturante vida de estudante comeca na escola primaria, desde ai ate
ao 11 ano aprendemos no ritmo galopante das PREGUICAS, porem, ao atingir o 12
ano, tomados de subito pavor, os BICHOS dedicam-se profundamente ao estudo, de
modo a conseguirem ultrapassar os obstaculos colocados para alcancarem a entrada
nesta Faculdade.
Apos tao extenuante esforco, aqueles que o conseguem ultrapassar veem o seu
corpo consumido e mirrado, ficando entao reduzidos a esqueleticos VERMES, que
terao de "rastejar" ate a agua baptismal que Ihes devolvera de novo alguma energia,
onde ocorre uma metamorfose, surgindo um horrendo CALOIRO.
Durante a sua passagem pela Faculdade de Ciencias Medicas, os alunos
adquirem varios "estatutos", sendo-lhes atribuidos diferentes designacoes. De
acordo com essas designacoes, e sem prejuizo do disposto em paragrafos seguintes,
a hierarquia da praxe, em escala ascendente, e a seguinte:
Paraquedista: aluno colocado na FCM que ainda nao efectuou a primeira
matricula;
Verme / Caloiro: aluno inscrito pela primeira vez na FCM;
Caloiro Estrangeiro: aluno inscrito pela primeira vez na FCM, mas que ja possui
matriculas noutra Instituicao de Ensino Superior;
Pastrano: designacao adquirida pelos caloiros no periodo que medeia a data da
Serenata Academica de Lisboa e a realizacao da segunda matricula na FCM;
Veterano: aluno com 2 matriculas na FCM;
Doutor Terceiranista: aluno com 3 matriculas na FCM;
Doutor Quartanista: aluno com 4 matriculas na FCM;
Doutor Quintanista: aluno com 5 matriculas na FCM;
8

Doutor Sextanista: aluno com 6 matriculas na FCM;
Interno: aluno que ja terminou o curso na FCM;
Magno Doutor: aluno com mais de 6 matriculas na FCM;
Dux-Duxorum: categoria honorifica atribuida pelo Gremio Academico a antigos
alunos, nos termos da seccao 12 do artigo 3.
Independentemente da hierarquia academica, o aluno que frequente o sexto
ano do curso e chamado de Finalista.
Os estatutos de Doutor Sextanista e Interno estao exactamente no mesmo
patamar hierarquico da praxe. Para os Internos praxarem necessitam de ser
autorizados pelo Conselho-Mor, com excepcao da Tuna Medica de Lisboa (vide
Seccao 2- Artigo 3).
Aquando de actividades organizadas pelo Gremio Academico, e sempre, e so se,
o bom funcionamento da mesma estiver em causa, existirao outros membros com
autoridade superior relativamente aos anteriormente referidos na hierarquia da
praxe. Esses elementos sao, em escala ascendente na hierarquia da praxe: o(s)
membro(s) do Gremio Academico responsavel(veis) pela actividade e o Conselho-
Mor.
Fora a excepcao anteriormente referida, devera ser sempre respeitado o
numero de matriculas do aluno na FCM.
Seccao 2: Objectores de Praxe
No respeito pelos direitos e liberdades de todos os seres humanos, a
participacao dos novos alunos nas actividades de praxe e facultativa, nao podendo
ninguem ser obrigado a nela participar. Tendo isto em mente, os novos alunos que
assim o desejarem tem o direito de requerer o estatuto de Objector de Praxe ao
Gremio Academico, ficando assim registado nos arquivos do Gremio.
9

Os Objectores de Praxe nao participarao assim em qualquer actividade
academica da Faculdade de Ciencias Medicas, nem poderao envergar o traje
academico ou outro simbolo academico.
Poderao recorrer uma unica vez o fim do estatuto de Objectar de Praxe no
periodo que decorre entre o inicio da praxe ate ao Tribunal de Praxe, devendo ser
iniciados nas tradicoes academicas o mais rapidamente possivel, realizando-se o
baptismo durante o Tribunal de Praxe. Findo esse periodo, e apos requerer o fim do
estatuto de Objectar de Praxe, o Verme devera integrar as actividades de Praxe e o
Tribunal de Praxe do ano seguinte.
O aluno que seja Objector de praxe fica automaticamente excluido de qualquer
hierarquia academica, nao podendo ter Padrinho ou Madrinha.
Seccao 3: Os Padrinhos e as Madrinhas
(No que de seguida se narra usar-se-a o termo de Padrinho como referencia a
Padrinhos e Madrinhas)
O Padrinho e um pai tirano, que na ausencia do legitimo, exerce com aplicada
devocao o cargo de educador da malaburra. Um Padrinho assiste babado ao
crescimento do afilhado a quem explora como pode.
Sao obrigacoes do Padrinho:
-Orientar o seu protegido a trilhar o dificil percurso que e o curso de Medicina;
-Impedir que o imprudente siga por caminhos perniciosos;
-Doutrinar o seu afilhado nas tradicoes academicas;
-Verificar se ele as conhece e cumpre, nomeadamente na arte de bem trajar e
do bem praxar;
Cada verme deve ter um padrinho, uma madrinha ou ambos. Devera ser sempre
o verme a escolher o padrinho / madrinha, e nunca o contrario, sendo que deve
10

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