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NB-NOTÍCIAS DO BRASIL-EDIÇÃO EXTRA-JANEIRO 2011

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NB-NOTÍCIAS DO BRASIL-EDIÇÃO EXTRA-JANEIRO 2011
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NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII - CAPA Edição de imagens: SEVERINO PICASSO – E-mail: nb.jornal@yahoo.com.br - Editor: OTÁVIO MARTINS “O JORNAL QUE ESCOLHE OS SEUS LEITORES” DE PELEGO A CAPACHO (Aí, o buraco é mais embaixo) “Resta, daí, a classe média, que é como um cagalhão boiando em cima d’água, vai pra onde a correnteza o levar.” (Otávio Martins) Página 1 AS BRAVATAS DO “MARECHAL” NELSON JOBIM: "É preciso ter flexibilidade com a participação das Forças Armadas, que vão ficar o tempo que for necessário para a estabilização (das favelas), assim como fizemos no Haiti. Mas não há prazos" Por Pedro Alonso. Agência EFE Pág. 2 COMO LIDARMOS COM OS TORTURADORES DA DITADURA? Por Celso Lungaretti “E o fato de Dilma Rousseff ter sido uma dessas vítimas não interfere em nada, absolutamente em nada, com a essência da questão.” Páginas 3, 4 e 5 A FRAUDULENTA CAUDILHOS REDE GLOBO E SEUS E CAPACHOS OLIGARCAS “Assim, foram surrupiados “Essas nefastas da propriedade brasileira espécies atuam patrimônios no valor de com desenvol- dezenas de trilhões de tura em nosso dólares” (Adriano Benayon) país.” (Por Otávio Martins) Por Ronald S. Barata. Página 6 Pág. 7 NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 1 Edição de imagens: SEVERINO PICASSO – E-mail: nb.jornal@yahoo.com.br - Editor: OTÁVIO MARTINS “O JORNAL QUE ESCOLHE OS SEUS LEITORES” DA REDAÇÃO POR OTÁVIO MARTINS DE PELEGO A CAPACHO (AÍ, A COISA É MAIS EMBAIXO) “LULA É O CARA!” (Barak Obana) Não precisa ser nenhum especialista em política ou em economia internacional para certificar-se que a afirmação feita pelo presidente do império ocidental, Barak Obama, equivale a dizer que o presidente Lula, aos olhos do poder capitalista mundial, é um cara confiável. Ou mais. Talvez, até, um grande defensor do sistema e figura estratégica para as políticas norte americanas a nível global. O mesmo podendo-se afirmar em relação ao âmbito nacional. Sintomática é a observação de Paulo Passarinho, da Fundação Lauro Campos Socialismo e Liberdade, em seu artigo, publicado no dia 28/11/2010: “Quem manifestou grande contentamento, naturalmente, com essas posições declaradas pelos futuros dirigentes de Dilma na área econômica foi Luis Carlos Trabuco, presidente do Bradesco. Para ele, a nova equipe sinaliza "continuidade e renovação, sem quebra de paradigmas ou viradas de mesa".” (Grifos meus). “Com cinismo e/ou com a mesma ignorância de sempre, os enganadores a serviço do saqueio do Brasil continuam recitando a antiga lenda de que os investimentos diretos estrangeiros (IDEs) capitalizam a economia brasileira e geram grandes investimentos na produção.” (Adriano Benayon, Doutor em Economia, autor de Globalização versus Desenvolvimento – Editora Escrituras). (Grifo meu). Mas, nada disso impediu que o governo do presidente Lula Pelego da Silva atingisse níveis altíssimos de aprovação e popularidade, mais de 85%. Nenhuma contradição nisso. Apenas a constatação do fato de que a matemática é uma ciência exata, e não permite, por isso, truques ou mandrakagens. Ora, os banqueiros nacionais e internacionais estão rindo de porta aberta. Somos parte de um país em que considerável número da população é tão miserável, ao qual basta um programa social que lhes dê um naco de cachorro-quente por dia (R$ 1,50), tirando-o da miséria total, para que levante as mãos para os céus e agradeça aos seus “bem feitores”. Como dizem os news petistas (+ ou - R$ 8.000 por mês), “melhor do que nada, uai!”. Resta, daí, a classe média, que é como um cagalhão boiando em cima d’água, vai pra onde a correnteza o levar. Em troca de algum troco, chamarão urubu de meu loro. NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 2 POLÍTICA DE ESTADO PEDRO ALONSO AS BRAVATAS DO “MARECHAL” (AGÊNCIA EFE) NELSON JOBIM NOTA DO RODAPÉ: OTÁVIO MARTINS Madri, 3 dez (EFE).- O Exército brasileiro poderá repetir operações como a que protagonizou no Complexo do Alemão, ocupado por um grande contingente de policiais e militares, advertiu nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em entrevista à Agência Efe em Madri. "Se for necessário, será feito", ressaltou Jobim, em referência à disponibilidade das Forças Armadas para participar de novas operações contra traficantes. O ministro falou com a Efe após assinar na base aérea de Getafe, nos arredores de Madri, um acordo com a ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, para reforçar a cooperação militar bilateral, em um ato no qual a Espanha pôs à disposição do Brasil um avião P3-Orión. Jobim visitou a capital espanhola depois que o Complexo do Alemão foi tomado pelas forças de segurança, em uma operação que resultou em 37 mortes, mais de 100 prisões e na apreensão de grandes quantidades de drogas e armas. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu esta semana ao Ministério da Defesa que 2 mil soldados permaneçam até outubro de 2011 nas favelas tomadas. Jobim destacou que neste sábado se reunirá com Cabral para tratar do assunto, mas especificou que "não há prazos fixados" para a retirada das tropas do Complexo do Alemão. "É preciso ter flexibilidade com a participação das Forças Armadas, que vão ficar o tempo que for necessário para a estabilização (das favelas), assim como fizemos no Haiti. Mas não há prazos", ressaltou o titular da Defesa. Em relação ao número de militares que continuarão nas favelas ocupadas, o ministro disse: "Hoje nós temos mil soldados. Esse número pode aumentar ou diminuir. Isso vai depender das circunstâncias". Apesar do sucesso da operação, Jobim considera que a guerra contra o tráfico não terminou. “Este é um processo que vai continuar com a Polícia do Estado do Rio de Janeiro”. Mas é um momento importante porque mudou o paradigma.” Segundo o ministro, a ofensiva contra o tráfico "vai demonstrar que o Brasil tem responsabilidade e que está resolvendo seus problemas", para receber com sucesso a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. EFE. Nelson Jobim é natural de Santa Maria, cidade do Rio Grande do Sul, ao lado de São Gabriel, a qual foi batizada como a “Terra dos Marechais”. Talvez pela proximidade no nascedor, pegasse essa mania. Não existem mais marechais no Brasil e essa oportunidade veio a calhar. O ministro da defesa está acima dos generais de exército, brigadeiro e dos almirantes, tal como estaria um Marechal. Portanto, para todos os efeitos ele tem a patente de marechal. O jurista Nelson Jobim realizou o seu sonho de infância: o de ser, um dia, Marechal. NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 3 LEI DA ANISTIA COMO LIDARMOS COM OS TORTURADORES DA DITADURA? Celso Lungaretti (*) No artigo O debate que o Brasil não fez, o veterano analista político Clóvis Rossi apresenta interessantes observações sobre a atitude de argentinos e brasileiros face aos genocídios e atrocidades dos anos de chumbo. Vale a pena reproduzir o essencial da sua coluna que, no dia de Natal, fugiu à mesmice do tema obrigatório: "A Lei de Anistia foi emitida para, na essência, proteger um lado, o dos vencedores. Eram, a rigor, os únicos que não haviam sido punidos. Os derrotados, ou seja, os opositores ao regime militar, tenham ou não adotado a luta armada, sofreram punições de acordo com a legislação convencional (prisão, p.ex.), punições por uma legislação de exceção (o banimento, p.ex.) e até punições à margem de qualquer lei, convencional ou de exceção, como mortes em supostos enfrentamentos, suicídios que foram assassinatos (caso Vladimir Herzog, p.ex.) e torturas. ...A Argentina precisou de 20 anos para retomar a discussão da anistia, mas o fez em todos os âmbitos que a democracia inventou. As leis que concediam a anistia para os militares foram revogadas primeiro pelo Congresso, em 2003, e depois pela Corte Suprema, no ano seguinte. ...E no Brasil? Nada, salvo esparsas iniciativas do atual governo. (...) Convém revogar a Lei de Anistia? Agora é tarde. Tivesse havido o debate nos governos FHC e/ou Lula, seria uma coisa. No governo Dilma Rousseff, vítima de punição extralegal, na forma de tortura, seria considerada revanchismo, o que abriria uma crise que só aproveitaria a pescadores de águas turvas". Premissas corretas, conclusão errada. Convém, sim, revogarmos a Lei de Anistia, para legarmos aos pósteros um enfoque civilizado dessas questões: NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 4 LEI DA ANISTIA COMO LIDARMOS COM OS TORTURADORES DA DITADURA? Celso Lungaretti (*) Contra o de que os cidadãos têm o direito de resistir às tiranias, inclusive pegando em armas elas; • O de que os esbirros dessas tiranias não podem ser igualados aos resistentes por meio de anistias recíprocas que, promulgadas em pleno regime de exceção, equivalem apenas a hábeas corpus preventivos para os carrascos, artifício inaceitável por eles adotado para evitarem responder futuramente por seus crimes contra a humanidade. É crassa tolice e vil propaganda enganosa a alegação das viúvas da ditadura, de que, revogada a anistia de 1979, os resistentes também teriam de responder por crimes. Os atos coerentes com o objetivo geral da luta contra a ditadura militar não têm caracterização criminal, como não tiveram nos países europeus que resistiram ao nazifascismo nas décadas de 1930 e 1940, p. ex. A Resistência Francesa matou muito mais e foi acentuadamente mais violenta do que a brasileira, praticando atos como o de explodir pontes, trens e quartéis, justiçar traidores, etc., nos quais, obviamente, vários civis acabaram pegando as sobras e inocentes foram sacrificados por engano (nem sempre o aparente colaboracionista o é realmente, mas, nas circunstâncias dramáticas de lutas desiguais, cometem-se compreensíveis erros de julgamento). Enfim, tudo isso é tido ou como necessário, ou como inevitável, numa luta contra a tirania. É claro que, se um resistente tiver aproveitado a situação para beneficiar-se pessoalmente ou acertar contas com desafetos (apenas como hipótese, não tenho conhecimento de que algo assim haja ocorrido), isto haveria mesmo sido um crime comum. Mas não as expropriações de agências bancárias para sustentar a resistência, roubos de armas e de dinamite, sequestros de diplomatas para trocá-los por presos políticos, tomada de aviões, ocupação de emissoras para colocar manifestos no ar, atentados contra expoentes do regime ditatorial, e que tais: estas ações, com ou sem a Lei de Anistia, só mereceriam medalhas, jamais processos. NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 5 LEI DA ANISTIA COMO LIDARMOS COM OS TORTURADORES DA DITADURA? Celso Lungaretti (*) Então, na verdade, a revogação da Lei de Anistia ameaçaria apenas os criminosos envolvidos com o terrorismo de estado, não suas vítimas. E o fato de Dilma Rousseff ter sido uma dessas vítimas não interfere em nada, absolutamente em nada, com a essência da questão. Como presidente da República, ela deve fazer o que é certo, sem medo de bichos papões. O problema, a meu ver, é outro: a idade avançada dos possíveis réus e a tradicional lerdeza da Justiça brasileira, não só por ineficiência burocrática como por propiciar recursos protelatórios praticamente infinitos a quem pode bancar os melhores advogados. Então, o que deve ser ponderado é o seguinte: • Valeria a pena introduzir um rito sumário apenas para tais casos, o que levantaria previsíveis acusações de desigualdade de tratamento? • Ou se deixaria que as ações seguissem o andamento normal, com 99.9% de chances de os réus morrerem antes de as sentenças serem executadas? Como alternativa, haveria a possibilidade de, revogada a anistia de 1979, aprovar-se uma nova, estabelecendo a responsabilidade dos usurpadores do poder e dos que administraram/executaram o terrorismo do estado, mas poupando-os de punição concreta por motivo exclusivamente humanitário: o de serem hoje anciães e não haverem sido processados no momento certo em função da imperdoável omissão do Estado. Esta última solução teria a vantagem de não ensejar a canalhas a chance de posarem como vítimas, angariando simpatias e solidariedade imerecidas. Evitaria fornecer pretextos golpistas aos pescadores em águas turvas a que Clóvis Rossi se referiu. Deixaria os parâmetros corretos para nortearem enfoques futuros da mesma questão (torcendo para que jamais isto venha a ser necessário...). A partir daí, saberíamos exatamente como agir numa saída de ditadura, então não discutiríamos em 2010 o que deveria ter sido feito em 1985. E fecharia de forma digna essa página vergonhosa de nossa História, afixando nas testas dos torturadores e seus mandantes a etiqueta de criminosos que eventualmente escaparam da punição, mas fizeram jus ao opróbrio eterno. * Jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 6 OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA TUPINIQUIM OTÁVIO MARTINS A FRAUDULENTA REDE GLOBO E SEUS CAPACHOS No último dia 26 (Dezembro/2010), ainda ressentida pela vitória da primeira presidente eleita, tida como rival, a Rede Globo e de toda a corja ligada a FHC e do truculento José Metralha Serra, colocou, num último e desesperado empenho mediático, uma penca de seus capachos (são muitos mais que esses), dispostos num programa nitidamente pró-matriz, tentando, ainda, a comparação do governo do descaradamente entreguista Fernando Henrique Cardoso com o de Lula. Tema da campanha dos direitosos PSDB E DEMO, que não evitou a derrota de José Serra. Dentre eles, o que deu mais pena e, ao mesmo tempo, causando um sentimento tendendo ao desprezo, foi a intervenção, quase ao final do Manhattan Connection – GNT, Globo, do Diogo Mainardi (que serve a dois senhores da mesma estirpe, VEJA E GLOBO), onde declarou, à frente de Fernando Henrique, sentir saudades (assim, na lata) dos tempos do governo de FHC. Mais do que uma puxação de saco com corpo presente – esse morreu e esqueceu de deitar - uma nítida lambeção de saco. O que esses plantonistas do sistema não fazem para ganharem uma graninha, 0000heim? Porém, o sociólogo e escritor (quem sabe dele é o Millôr Fernandes), já que estava tudo combinado, mesmo, não perdeu a chance: “Eu mudei o Brasil. Sem falsa modéstia. O Brasil era um antes da consolidação da economia e passou a ser outro. O Brasil foi muito melhor do que o que o presidente Lula pegou. O ano que ele pegou piorou por causa dele. Por causa do medo que o mercado tinha do que ele dizia que ia fazer. A Dilma vai pegar uma economia em bom momento, mas, vai pegar uma situação fiscal bastante difícil também”, adianta. (Fernando Henrique Cardoso). Vamos ver o que pensa, sobre o mesmo assunto levantado pelo sociólogo, Adriano Benayon, Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento” “Assim foram surrupiados da propriedade brasileira patrimônios no valor de dezenas de trilhões de dólares. Isso considerando o que se podia estimar na época, porque, hoje, na realidade, os dólares estão fadados a não valer coisa alguma. Ademais, não há, nem havia, em 1997, quando da privatização da Vale, como avaliar em moeda alguma, forte ou não, jazidas de metais preciosos e de metais e outros minérios estratégicos exploráveis por centenas de anos.” (Grifos meus). Otávio Martins é editor do NB. NB NOTÍCIAS DO BRASIL EDIÇÃO EXTRA DE JANEIRO/2011 - ANO VIII – PÁGINA 7 POLÍTICA POR RONALD SANTOS BARATA (em 29.12.2010) CAUDILHOS E OLIGARCAS Essas nefastas espécies atuam com desenvoltura em nosso país e têm sido toleradas com naturalidade, quando deveriam ser repudiadas, principalmente as malditas oligarquias. É uma tragédia a aceitação pela sociedade dos grandes e renitentes oligarcas, com a complacência e até o estímulo dos atuais governantes, dos partidos e dos meios de comunicação. Embora alguns confundam, há diferenças entre os dois substantivos, referendadas pelo Houaiss. O primeiro refere-se ao chefe político que possui uma força militar ou grande prestígio popular, exercendo o poder autoritariamente, mas não necessariamente em causa própria. Porém, oligarca, ainda segundo o Houaiss, denomina uma pessoa ou família ou um grupo que exerce o poder ditatorialmente e em causa própria. Na América Latina, encontramos muitos exemplos, mas a prática, em vários povos, vem desde a idade antiga. Há no Brasil, entre muitos, um ou dois oligarcas que, sem sombra de dúvida, sobressaem; são os mais poderosos. É preciso que seus prontuários sejam divulgados: NELSON Azevedo JOBIM (PMDB) – Gaúcho, jurista e político – Presidiu o STF e o TSE. - Duas vezes deputado federal. Foi ministro da Justiça de FHC. Atual ministro da Defesa, convidado pela presidente Dilma para continuar no cargo. Relator da Assembleia Nacional Constituinte, confessou ter fraudado a constituição de 1988, inserindo dispositivos não aprovados pelos deputados. É sócio do deputado Eliseu Padilha (também ministro de FHC), no Escritório Ferrão, lobista dos pedágios e de empresas multinacionais, inclusive o Citibank, maior credor do Brasil. Envolvido na privatização de sete rodovias do sul-sudeste. Relator da revisão constitucional, apresentou 74 propostas (felizmente quase todas derrotadas); a maioria favorecia empresas estrangeiras. Tentou Incluir três incisos no artigo 172, proibindo remanejamento nos recursos destinados ao serviço da dívida (juros para os bancos). Foi denunciado pelo colega Paulo Ramos de se reunir três vezes por semana com o Instituto Atlântico, formado por multinacionais. Prometeu processar o colega, mas até hoje, passados 14 anos, não o fez. Conforme divulgado pelo blog “Wikileaks”, Jobim tem estreitas ligações com o Pentágono, é íntimo das autoridades militares estadunidenses, com quem sempre conversa. Outros oligarcas citados – com seus respectivos prontuários - por Ronald Santos Barata: Antonio Carlos Magalhães, Severino Cavalcanti, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson, Romero Jucá, José Dirceu, Antonio Palocci, José Sarney. Entre os nomes acima e outros não citados, mas conhecidos, quem é o mais nefasto? (Ronald Barata). 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