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resumo benjamin

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exercício de ielp2/2010
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Introdução aos Estudos Literários II
Prof. Ana Paula Sá e Souza Pacheco Segundo período
Conceitos-chave em “O Narrador” (Der Erzähler), de Walter Ben-
jamin
Aluno: Leonardo Ferreira da Silva Boiko
O principal tema do ensaio de Walter Benjamin é o narrador oral (Erzäh-
ler), que aqui será vertido como contador de estórias1. Benjamin nota que o
contador é essencialmente um transmissor de experiências (Erfahrung)—termo
que denota uma compreensão que cria sentido da vida e do mundo, e con-
trastado com simples Erlebnis, ou vivências, que não conseguem integrar as
sensações num todo coerente.
A figura do contador tornou-se para nós remota, porque a arte de contar
estórias está acabando. Uma das razões para isso é que “o próprio valor da
experiência caiu”. Durante a Primeira Guerra Mundial toda forma de expe-
riência mostrou-se inútil (“a experiência estratégica ante a guerrilha tática, a
experiência econômica ante a inflação, a experiência corpórea ante a guerra
mecânica, a experiência moral ante o poder político”). Assim, os homens que
retornaram da guerra retornaram calados, sem nada para contar; e quando
finalmente começaram a escrever livros, os relatos que escreveram foram to-
talmente diferentes das experiências que são transmitidas oralmente.
A Primeira Guerra é portanto um marco do declínio do contador de es-
tórias, mas Benjamin não a coloca como causa única, nem mesmo atribui tal
declínio estritamente como um “sintoma da modernidade”. “É um processo
que está ocorrendo há bastante tempo”, um “sintoma das forças produtivas
seculares da história, que bem gradualmente removeram a narrativa do reino
da fala viva”. Como sintoma antigo deste processo ele cita o surgimento do
romance, com Don Quixote como primeiro “grande” livro.
Como o fundamento das estórias é a experiência, os dois antigos tipos do
contador são o marinheiro e o camponês: aquele que traz a experiência de fora,
e aquele que mergulha na profundidade da experiência tradicional local. Mas
é no arquétipo do artesão que se encontra a “plena amplitude histórica” do
contador, pois ele combina os dois arquétipos no processo do estudante pere-
grino que se torna o mestre residente. O contador, como o artesão, absorve o
“material cru” dentro de si para trabalhá-lo e devolvê-lo com as “marcas de sua
mão”. Esse material é a vida humana. O trabalho do artesão é a acumulação
de um processo longo, sustentado e paciente, buscando a perfeição encontrada
na natureza; esse tipo de trabalho tornou-se impossível na sociedade moderna,
que “não faz nada que não possa ser abreviado”.
Dado o seu fundamento na experiência, o contador possui uma inclinação
natural para fins práticos, ou seja, ele é alguém que dá conselhos. Como con-
seqüência da queda do valor da experiência, e também da comunicabilidade da
1A palavra “estória” é empregada no sentido dado por João Ribeiro como “conto popular, narra-
tiva folclórica”, equivalente ao inglês story (RIBEIRO, J. O folk-lore: estudos de literatura popular.
Rio de Janeiro, 1919).

experiência, o indivíduo moderno “não tem conselhos para si mesmo ou para
os outros”. Ele se encontra num estado de perplexidade (Ratlosigkeit, “falta de
conselho”). Este estado é o fundamento do romance.
O romance existe de forma embrionária desde a antiguidade, mas precisou
da evolução de uma classe média capitalista para poder florescer. Tal classe,
com a imprensa como instrumento, também inaugurou (ou pelo menos aumen-
tou grandemente a influência de) outra forma de comunicação: a informação.
A informação busca o plausível, o próximo e o verificável, sempre tentando ser
“compreensível em si mesma” através de numerosas explicações. Todas essas
características são contrárias ao espírito da estória, e contribuíram para seu
declínio. Em particular, muito do poder da estória vem da deliberada ausência
de explicações, que exige ao leitor interpretá-las por si mesmo.
A arte de contar estórias é “sempre” a arte de repetir estórias, e precisa
portanto de ouvintes capazes de absorvê-las profundamente. Quando isso acon-
tece, “o dom de recontá-las vem por si só”. Porém, o estado mental que torna
isto possível, que é típico no meio social do artesanato, está desaparecendo;
trata-se do tédio, o “apogeu do relaxamento mental”. Sem oportunidades para
esse completo relaxamento, a habilidade de ouvir (profundamente) desaparece,
e com ela a de recontar estórias.
Benjamin nota então duas maneiras que a modernidade desfaz a “teia” do
“ambiente do artesanato”: de um lado, ela remove o tipo de tédio necessário
nos ouvintes; de outro, comentado acima, ela elimina o tipo de trabalho paci-
ente cujo único limite temporal é a perfeição. Benjamin cita Paul Valéry: “É
quase como se o declínio da idéia da eternidade coincidisse com a crescente
aversão ao esforço sustentado”. Mas a idéia de eternidade, diz Benjamin, tem
sua fonte mais forte na morte; se ela está em declínio, a “face da morte” deve
ter mudado. E de fato mudou; o que era um evento onipresente, público e
vivo na consciência geral, hoje é oculto, privado, fora do mundo perceptivo
e conceitual dos vivos. A importância disto é que “a vida só assume forma
transmissível no momento da morte”. Mesmo “o mais pobre desgraçado” ga-
nha sobre os vivos uma grande autoridade na morte. Esta autoridade “está
na própria fonte da estória”.
A característica definidora do romance, como foi notado, é a ausência de
experiência, de sabedoria (“conselhos integrados ao tecido da vida”), ou seja,
a perplexidade; a “perda do lar transcendental” (Lukacs). Por esta perda, Lu-
kacs argumenta, é que o tempo vira um princípio constitutivo do romance; pois
apenas ao ver a vida completa, no passado, é possível encontrar nela unidade,
o “inexpressível sentido da vida”. Benjamin diz que “o sentido da vida” é o
slogan do romance, opondo-se ao da narrativa oral, que é “a moral da estória”.
Assim, o leitor de romances sabe de antemão que vai compartilhar a experiên-
cia da morte dos seres sobre os quais lê; no mínimo, na morte figurada do fim
do romance. Essa consciência alimenta o interesse “ciumento, devorador” do
leitor. “A chama que consome o destino deste estranho [o personagem] nos
fornece o calor que nunca poderemos extrair do nosso próprio destino. O que
atrai o leitor ao romance é a esperança de aquecer sua vida gélida com uma
morte sobre a qual ele lê.”

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